God of High School

Olá, pessoal, muito prazer, me chamo Débora e a partir de hoje serei a anfitriã de vocês por entre esse mundo de aventuras que é a recomendação - ou não recomendação - de animes!


Para começar, quem aí conhece o aplicativo e site Webtoon? Para aqueles não estão familiarizados, essa maravilhosa rede social é uma plataforma de comics, HQs, tirinhas e afins, originais. Ela foi feita para divulgar ilustradores e escritores através de histórias incríveis ou apenas pequenas drabbles cômicas... e o melhor? É gratuito! Tanto para ler as histórias quanto para postá-las – caso você esteja pensando em começar uma comic. Ó a dica.


Mas por que estou contando isso? Porque o primeiro anime do qual falarei hoje surgiu de uma comic publicada na amada Webtoon: God of High School.



Partindo para o que interessa, antes mesmo de lançar o anime pela Crunchyroll, eu já conhecia a comic pelo aplicativo, mas o nome “God of High School” não me chamou a atenção. No momento em que eu passei por ele, eu pensei “lá vem mais um Shounen com a história de um cara colegial que se torna fortão e tem um harém atrás dele”. Bem... eu não estava de todo errada. Admito que não li a comic de origem sul coreana, mas ao vê-la em forma de animação através do trailer divulgado, eu não pude resistir à paleta de cores de qualidade e os movimentos naturais das lutas.


O anime até então (13/08/2020) tem somente 5 episódios, então não há muito o que relatar além das primeiras impressões - cujas, cá entre nós, são as mais importantes. São elas que nos dizem se o anime tem potencial ou não, e nos instiga a curiosidade.


Ao contrário do que eu pensei inicialmente, a história é bem diferente do esperado, e perceber que eu estava errada me deixou feliz. É bom quando uma obra, seja ela escrita ou audiovisual, te surpreende e quebra as expectativas baixas. God of High School não se trata de um colégio, mas sim o nome de um campeonato de artes marciais que reúne estudantes de toda Coreia em que o vencedor recebe o prêmio de ter um desejo realizado. Por que? Não sabemos ainda.



A trama segue três jovens desconhecidos, completamente diferentes um do outro, mas que formam uma estranha amizade quando se conhecem a caminho da competição. Como o previsto, o trio está numa idade entre 17 e 18 anos, mas não são tão escandalosos quanto outros protagonistas de outros animes. Para mim, isso é um ponto a favor. Cada um deles apresenta um histórico e realidade diferente, o que eu achei legal para amparar a razão pela qual cada um ingressou no torneio. Embora, honestamente, o motivo da garota Yu Mi-ra não tenha me convencido muito. E como mulher, isso me irrita um pouco... A história foca-se mais em Mori Jim, um garoto colegial que se torna alvo de uma organização disfarçada por trás do campeonato. Qual a finalidade dessa organização? Esse mistério também teremos de esperar para responder. Embora já saibamos que não se trata de um grupo secreto qualquer, já que os integrantes dele são portadores de um certo... poder, digamos assim. Eles são capazes de invocar avatares monstruosos que os auxiliam nas batalhas, ou, para os fãs de Jojo de plantão, um Stand. Como? Também não sabemos.


Como eu mencionei antes, os movimentos nas lutas são bem fluídos e isso gera um prazer ao assistir. As cores também contribuem para dar um visual natural ao programa. Em contrapartida, o protagonista, embora carismático, não me simpatizou muito talvez por parecer com uma personalidade rasa demais; os amigos dele, a mim, pelo menos, mostraram mais profundidade que ele. Mori Jim faz quase todo o humor do programa, sendo o mais extrovertido de todos, ainda que também mostre seus momentos de seriedade.



O anime, assim como a maioria, é bem diferente da comic, embora o traço seja parecido. Eles seguem a mesma base, mas os acontecimentos ou são mostrados em ordens diferentes ou simplesmente não são explicados no anime, que me deu uma sensação de que faltava alguma coisa para aquilo ter lógica. Talvez essa sensação suma no decorrer da obra, já que a ordem está tecnicamente invertida é possível que tudo seja respondido mais à frente.


Resumindo: Continuarei assistindo, creio que haja uma boa abertura para trabalharem bem a história e desenvolverem-na sem que deixem cair no “padrão” ou com furos no enredo imperdoáveis. Acho que tem futuro. É bem divertido e os combates nos deixam vidrados.


Eu já estou viciada na abertura, heheh.


E não esqueçam de deixar seus comentários – sem spoilers! Queremos saber o que vocês acham!



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